Notícias
As principais informações e novidades do coop no Brasil e no mundo!
Filtrar Notícias
Todos os ramos
Agropecuário
Consumo
Crédito
Infraestrutura
Trabalho, Produção de Bens e Serviços
Transporte
Saúde
Notícias representação
14/09/2026
Coop é destaque em missão do Banco Africano de Desenvolvimento
Etapa reúne busca validar experiências que unem turismo, geração de renda e desenvolvimento local
Equipe da missão no Espírito SantoO Espírito Santo recebeu uma nova etapa do Plano Nacional de Turismo Cooperativo (PNTCOOP), iniciativa do Sistema OCB voltada à estruturação do cooperativismo como parte da oferta turística brasileira. Entre os dias 14 e 17 de setembro, representantes do setor percorreram diferentes regiões do estado para acompanhar, na prática, o funcionamento do roteiro piloto capixaba e avaliar experiências que poderão integrar uma rede de destinos turísticos cooperativos no país.
A missão técnica passou por Vitória, Muqui, Domingos Martins, Venda Nova do Imigrante e Santa Maria de Jetibá. A programação também reuniu visitas à sede do Sistema OCB/ES e às cooperativas Cafesul, Coopram e Natercoop, além de propriedades de cooperados, experiências gastronômicas, culturais e atividades ligadas à produção rural.
O gerente Técnico e Econômico do Sistema OCB, João Prieto, participou da etapa e destacou que a proposta vai além de inserir visitas às cooperativas em roteiros convencionais de viagem. O objetivo é estruturar produtos turísticos capazes de apresentar a identidade do cooperativismo, gerar novas oportunidades econômicas e manter renda nos próprios territórios.
“O turismo cooperativo parte daquilo que as cooperativas e seus cooperados já fazem e transforma essa identidade, essa produção e essa relação com a comunidade em experiências que podem ser compartilhadas com os visitantes. Não estamos falando apenas de conhecer uma propriedade ou uma cooperativa, mas de mostrar como o cooperativismo organiza pessoas, gera desenvolvimento e mantém valor dentro das regiões”, explicou Prieto.
Cooperativismo como experiência turística
Idealizado em 2024, o PNTCOOP foi criado para organizar e estruturar o Turismo Cooperativo nos destinos, conectando cooperativas de diferentes ramos, cooperados e atores do ecossistema turístico local. O modelo trabalha com uma estrutura integrada. De um lado está a Cooperativa Operadora, responsável por organizar a logística, a condução e a formatação dos roteiros. Do outro, estão as chamadas Cooperativas Produto, que abrem suas estruturas e conectam os visitantes às experiências desenvolvidas pelas cooperativas e seus associados.
Visita a CoopramNo roteiro piloto capixaba, a Cooptur, cooperativa paranaense especializada em turismo, assume a função de Cooperativa Operadora. Cafesul, Coopram e Natercoop atuam como Cooperativas Produto, e oferecem diferentes possibilidades de experiências relacionadas ao café, à agricultura familiar, à agroindústria, à gastronomia e à produção rural.
“Essa engrenagem é um dos pontos importantes do projeto. A cooperativa que tem experiência no turismo contribui com a operação e a estruturação do roteiro, enquanto as cooperativas locais entram com aquilo que possuem de mais autêntico: seus produtos, seus cooperados, sua história e sua relação com o território. É a intercooperação aplicada também ao turismo”, acrescentou Prieto.
A proposta não pretende transformar cooperativas agropecuárias em cooperativas de turismo. O objetivo é criar uma nova forma de aproximação com o mercado, com base em atividades que já fazem parte da rotina das organizações e de seus cooperados. “A cooperative mantém sua atividade principal e, ao mesmo tempo, pode enxergar no turismo uma oportunidade de diversificação, fortalecimento da marca e geração de renda. O que estamos buscamos é profissionalizar esse processo para que a experiência seja estruturada, tenha qualidade e possa se tornar um produto sustentável”, complementou o gerente.
Do café à experiência no campo
Visita a CafesulA diversidade encontrada no Espírito Santo permite testar diferentes formatos dentro de um mesmo roteiro. Em Muqui, a Cafesul, cooperativa ligada à produção de café Conilon especial e sustentável, com atuação junto à agricultura familiar e ao Comércio Justo (Fairtrade), permitiu visitas a cooperados, propriedades com potencial turístico, gastronomia e manifestação cultural.
Em Domingos Martins, a Coopram apresentou sua atuação no beneficiamento de alimentos e na integração de diferentes atividades produtivas. A missão também conheceu a nova Unidade de Beneficiamento de Pescados da cooperativa e teve contato com a gastronomia regional.
Já em Santa Maria de Jetibá, a Natercoop mostrou sua atuação junto aos produtores rurais e às diferentes cadeias do agronegócio capixaba. A programação incluiu ainda cultura e culinária pomerana e uma experiência de turismo rural em uma propriedade produtora de morangos, no modelo “colhe e pague”.
Para Prieto, essa combinação ajuda a demonstrar que o produto turístico cooperativo pode nascer justamente da singularidade de cada território. “Quando o visitante toma um café produzido por um cooperado, conhece quem está por trás daquele produto, visita a propriedade, experimenta a gastronomia local e entende a história daquela comunidade, há uma agregação de valor que aproxima as pessoas do cooperativismo e cria possibilidades de negócios para quem está naquele território”, ressaltou.
Construção nacional
A experiência capixaba faz parte de uma construção em desenvolvimento em diferentes regiões do país. Antes da etapa no Espírito Santo, o projeto também passou pela Paraíba, onde a rodada permitiu conhecer experiências, culturas, produtos e iniciativas das cooperativas locais e observar, na prática, como esses ativos podem ser incorporados ao turismo. A etapa final do piloto passará ainda pelo Pará, entre os dias 28/09 e 02/10.
O desenvolvimento do PNTCOOP contempla diagnóstico das cooperativas participantes, entrevistas, benchmarking, capacitações, mentorias e, posteriormente, a roteirização, operação e promoção das experiências turísticas. A perspectiva de longo prazo é formar uma rede nacional de destinos turísticos cooperativos, com organizações capazes de assumir protagonismo no desenvolvimento turístico das regiões onde estão inseridas.
Saiba Mais:
Márcio Freitas é reeleito para Conselho de Administração da ACI
SomosCoop vira case brasileiro em conferência global da ACI no Panamá
Primeira pesquisa nacional revela retrato da cultura cooperativista
Notícias eventos
14/09/2026
Sistema OCB debate modernização das relações de trabalho no agro
Em congresso de Direito Agrário, entidade abordou contrato por safra e segurança jurídica no campo
Os desafios para conciliar as particularidades da produção agropecuária, a formalização das relações de trabalho e a proteção dos trabalhadores estiveram entre os temas levados pelo Sistema OCB ao Congresso Brasileiro de Direito Agrário e Agronegócio, realizado nos dias 10 e 11 de setembro, em Brasília. O coordenador sindical da Confederação Nacional das Cooperativas (CNCoop), Bruno Vasconcellos, participou do encontro com uma análise sobre o contrato de trabalho por safra e os caminhos para aperfeiçoar a legislação aplicada ao trabalho rural.
Promovido pela Associação Brasileira de Direito Agrário e Agronegócio (JurAgro), o congresso integrou a programação científica da 34ª Expoabra Brasília 2026, no Parque de Exposições Granja do Torto, em Brasília. Com o tema O Direito na Sustentação do Agronegócio: segurança jurídica e resiliência em tempos de crise, o encontro reuniu especialistas, produtores rurais, representantes do setor produtivo, instituições financeiras, cooperativas e profissionais do Direito para discutir questões como crédito rural, regularização fundiária, contratos, tributação e meio ambiente.
Em sua participação, Bruno destacou que a própria dinâmica da produção agropecuária exige instrumentos trabalhistas capazes de acompanhar os ciclos do campo. Ele lembrou que as atividades rurais possuem períodos de maior demanda por mão de obra, especialmente durante plantio e colheita, o que torna a contratação temporária uma característica inerente a diversas cadeias produtivas. Além disso, o contrato de safra já possui disciplina específica na Lei 5.889/1973 e vincula a duração da relação de trabalho às variações sazonais da atividade agrícola.
“A sazonalidade faz parte da realidade do campo e precisa estar refletida em instrumentos que ofereçam segurança para quem produz e para quem trabalha. O contrato de safra cumpre um papel importante nesse sentido, porque permite atender períodos específicos de maior demanda de mão de obra dentro de uma relação formal de trabalho”, afirmou Bruno.
Formalização
Um dos principais pontos apresentados pelo coordenador foi justamente o desafio de ampliar a formalização dos trabalhadores safristas sem criar uma escolha entre o emprego temporário e a manutenção da proteção social. A questão ganhou espaço no debate legislativo com o PL 715/2023, aprovado pelo Congresso Nacional com dispositivos voltados à preservação de benefícios sociais durante o período de contratação formal na safra.
A proposta previa que trabalhadores temporários do campo pudessem manter benefícios sociais durante a vigência do contrato e estabelecia mecanismos para o registro das informações enquanto o eSocial ainda não dispusesse de campo específico para essa finalidade. O objetivo era reduzir um dos obstáculos identificados à formalização: o receio de que a assinatura da carteira durante uma atividade temporária pudesse comprometer o acesso do trabalhador a programas sociais.
“Quando a formalização passa a ser percebida pelo trabalhador como um risco à renda familiar, cria-se uma distorção que afeta toda a cadeia. Precisamos construir uma solução que estimule o emprego formal durante a safra, preserve a proteção social e dê previsibilidade ao produtor para contratar nos períodos em que a atividade exige reforço de mão de obra”, ressaltou.
O PL 715/2023 recebeu veto integral do Poder Executivo, por meio da Mensagem 520/2026, e a decisão agora cabe ao Congresso Nacional, que poderá manter ou derrubar o veto. Ainda não há previsão para a análise, e a perspectiva é de que o tema seja apreciado somente após as eleições.
Para Bruno, a discussão representa uma oportunidade para aproximar a legislação das transformações experimentadas pelo setor agropecuário. Nesse contexto, ele também chamou atenção para o PL 4.812/2025, que propõe um novo marco para o trabalho rural e atualiza regras diante de mudanças tecnológicas no campo, incluindo a utilização de máquinas operadas a distância e drones. A proposta substituiria a atual Lei 5.889/1973 e segue em discussão no Congresso.
“O agro mudou profundamente nas últimas décadas. Incorporou tecnologia, novas formas de produção e novas relações de trabalho. A legislação precisa acompanhar essa evolução, com regras claras e adequadas à realidade contemporânea do campo. Modernizar esse ambiente significa criar condições para gerar emprego formal, produtividade e segurança jurídica”, acrescentou.
A participação do Sistema OCB no congresso também dialogou com outros temas da programação diretamente relacionados às cooperativas e ao ambiente de negócios do campo. Ao longo dos dois dias, o evento discutiu Reforma Tributária, crédito rural, sucessão rural, regularização fundiária, mercado de carbono, licenciamento ambiental e aspectos tributários do cooperativismo agropecuário.
Relações previdenciárias
‘De forma complementar, Bruno abordou a discussão sobre exposição ao agente nocivo ruído e seus efeitos previdenciários. O Sistema OCB acompanha propostas em tramitação no Congresso que tratam da aposentadoria especial, do uso de equipamentos de proteção individual e da contribuição adicional para o financiamento desse benefício. Entre elas estão o PLP 42/2023 e o PDL 106/2025, na Câmara, além do PL 385/2023, do PL 1.363/2021 e do PDL 351/2024, no Senado.
O tema também chegou ao Supremo Tribunal Federal por meio da ADI 7773, que discute a constitucionalidade da contribuição adicional para aposentadoria especial nos casos de exposição a ruído. O Sistema OCB ingressou na ação como amicus curiae para apresentar ao STF a perspectiva do cooperativismo.
“Nossa atuação busca contribuir para regras que conciliem a proteção do trabalhador com segurança jurídica para cooperativas e demais empregadores. São discussões que envolvem impactos relevantes sobre as relações de trabalho e precisam ser construídas com equilíbrio, clareza e previsibilidade”, concluiu Bruno.
Saiba Mais:
Cooperativas de artesanato ampliam mercados do Ceará a Paris
Cooperativas reduzem custos com eficiência energética
Senado aprova projeto que moderniza o Seguro Rural no Brasil
Notícias eventos
12/09/2026
Brasil amplia representação
Sistema OCB participa de semana de assembleias, eleições e debates globais da ACI
O cooperativismo brasileiro está presente, nesta semana, em uma das principais agendas internacionais do movimento. Entre os dias 13 e 18 de setembro, a Cidade do Panamá recebe uma série de assembleias, reuniões e encontros promovidos pela Aliança Cooperativa Internacional (ACI) e suas organizações regionais e setoriais, além da Conferência Global da entidade. O Sistema OCB participa da programação com uma delegação brasileira formada por 34 representantes da entidade, organizações estaduais e lideranças cooperativistas, em uma agenda voltada à ampliação da presença do Brasil nos espaços de decisão e à construção de conexões com organizações de diferentes países.
A semana reúne processos eleitorais para instâncias de governança da ACI global e da ACI Américas, assembleias de organizações setoriais e debates sobre temas estratégicos para o futuro do cooperativismo. Para o Sistema OCB, a participação faz parte de uma atuação internacional que busca fortalecer a voz do cooperativismo brasileiro, ampliar sua contribuição para as discussões globais e aproximar experiências capazes de gerar oportunidades para as cooperativas do país. Essa estratégia envolve diferentes frentes, da juventude ao cooperativismo agropecuário, passando pelas organizações de indústria e serviços e pelos espaços de governança continental e mundial.
Os primeiros resultados dessa mobilização já estão sendo registrados. No domingo (13), primeiro dia da agenda brasileira no Panamá, o Sistema OCB foi eleito para integrar a Junta Diretiva do Comitê Regional de Juventude da ACI Américas, e será representado por Enzo Ramos, analista de Relações Internacionais. No mesmo dia, Margareth Cunha, pioneira do cooperativismo brasileiro de Trabalho foi reeleita como membro da Cicopa, organização internacional que representa as cooperativas de indústria e serviços.
A presença nas organizações setoriais integra a estratégia de ocupar diferentes instâncias do movimento cooperativista internacional. Além de juventude e Cicopa, a delegação brasileira participa, ao longo da semana, de agendas relacionadas ao cooperativismo agropecuário, à articulação continental nas Américas e à própria estrutura global da ACI.
Juventude ganha espaço
A eleição de Enzo ocorreu durante a Assembleia Geral do Comitê Regional de Juventude da ACI Américas e fortalece a participação brasileira em um espaço dedicado à inserção das novas gerações nas discussões e decisões do movimento cooperativista continental.
A juventude integra uma das frentes consideradas estratégicas para a ampliação e diversificação da representação brasileira no cenário internacional. O tema ganha relevância diante dos desafios relacionados à renovação das lideranças e à participação dos jovens nos processos de decisão das organizações cooperativas. “Essa é uma oportunidade única para o cooperativismo brasileiro. Poderemos levar nossas histórias, o que fazemos de bom e aprendermos com nossos parceiros regionais”, afirmou Enzo, ao comemorar o resultado.
Para o presidente do Conselho de Administração do Sistema OCB, Márcio Lopes de Freitas, essa participação está diretamente relacionada à capacidade de preparar o cooperativismo para as próximas décadas. “Os jovens precisam participar das decisões, trazer novas ideias e ajudar a responder às transformações que estão acontecendo no mundo. Renovar lideranças e formar novas gerações de cooperativistas também é uma agenda estratégica”, declarou.
Para encerrar as atividades do primeiro dia da agenda, a delegação brasileira participou ainda de um jantar oferecido pela The Indian Farmers Fertiliser Cooperative (IFFCO), cooperativa multiestatal da Índia que fabrica e comercializa fertilizantes.
Saiba Mais:
Cooperativas de artesanato ampliam mercados do Ceará a Paris
Cooperativas reduzem custos com eficiência energética
Senado aprova projeto que moderniza o Seguro Rural no Brasil
Notícias eventos
11/09/2026
Sistema OCB leva o coop a encontro de lideranças femininas da Forbes
Evento reuniu executivas para discutir liderança, representatividade e abertura de caminhos para mulheres
O cooperativismo brasileiro esteve presente na 9ª edição do Forbes Power Lunch Mulheres Mais Poderosas do Brasil, realizada nesta quinta-feira (10), em São Paulo. Representado pela presidente executiva Tania Zanella, o Sistema OCB participou do encontro, que reuniu algumas das principais lideranças femininas do país para debater protagonismo, representatividade e a ampliação da presença das mulheres nos espaços de decisão.
Em sua nona edição, o Power Lunch promoveu reflexões sobre o legado das mulheres que romperam barreiras em suas carreiras e como essas conquistas podem abrir oportunidades para novas gerações de lideranças. Executivas dos setores financeiro, tecnologia, varejo, moda e indústria compartilharam experiências sobre os desafios de ocupar posições historicamente dominadas por homens.
Para Tania Zanella, reconhecida como uma das 16 mulheres mais poderosas do Brasil em 2026, a presença do movimento em espaços de diálogo como esse fortalece uma agenda que também faz parte do desenvolvimento das cooperativas brasileiras. “Estar em um ambiente que reúne mulheres com trajetórias tão diversas reforça a importância de ampliarmos cada vez mais os espaços de liderança feminina. No cooperativismo, acreditamos que diversidade, participação e representatividade fortalecem as organizações e contribuem para decisões mais conectadas às pessoas e às comunidades”, afirmou.
Abrir caminhos
Um dos momentos centrais da programação foi o painel As últimas primeiras: quando ocupar espaços abre caminhos e constrói legado, mediado pela editora da Forbes Mulher, Fernanda Almeida. Participaram da conversa Juliana Sztrajtman, CEO da Amazon Brasil; Laiz Carvalho, economista para Brasil do BNP Paribas; e Katarina Camarotti, diretora-executiva do Grupo Forbes Brasil. As palestrantes destacaram que chegar a cargos de liderança representa mais do que uma conquista individual: significa criar referências e ampliar oportunidades para outras mulheres.
Segundo Tania, esse compromisso também orienta o trabalho desenvolvido pelo Sistema OCB em favor da formação de novas lideranças no cooperativismo. “Quando uma mulher chega a um espaço de decisão, existe também a oportunidade de abrir portas para que outras cheguem. Esse movimento precisa ser permanente. Temos mulheres extremamente qualificadas no cooperativismo brasileiro e queremos que elas estejam cada vez mais presentes onde as decisões são tomadas”, acrescentou.
O encontro também contou com a participação de lideranças como Renata Vichi, ex-CEO e conselheira do Grupo CRM; Luana Ozemela, vice-presidente do iFood; Dani Ota, CEO da Dior; Sandra Chayo, CEO da Hope; e Fayda Belo, advogada e influenciadora.
Saiba mais:
Tania Zanella é reconhecida entre mulheres mais poderosas do Brasil
Roberto Rodrigues ressalta conquistas do coop na Forbes
Notícias saber cooperar
10/09/2026
“Cultura coop é essencial para construir o cooperativismo do futuro”, afirma Tania Zanella
A presidente executiva do Sistema OCB, Tania Zanella, trabalha para colocar a cultura cooperativista no centro da estratégia de crescimento e sustentabilidade do movimento. Para ela, valorizar o passado e resgatar valores e princípios que diferenciam o coop é essencial para conectar sua história aos desafios do presente e construir um modelo cada vez mais relevante para os brasileiros.
Em entrevista durante a Semana de Competitividade 2026, Tania explicou que os achados históricos, dados e novas soluções apresentados durante o evento marcam o início de um amplo trabalho de mobilização em torno da cultura coop. O objetivo é transformar as reflexões em prática, aproximando cooperativas, cooperados e empregados daquilo que torna o cooperativismo único: um jeito de pensar, se relacionar e agir baseado na cooperação e em valores e princípios compartilhados.
Reconhecida por sua capacidade de gestão estratégica, baseada em dados e evidências, Tania afirmou que fortalecer a cultura coop também trará resultados concretos para o cooperativismo: “Queremos cooperativas cada vez mais sustentáveis e mais perenes, e cooperados cada vez mais interligados e fidelizados ao modelo”.
Leia a entrevista completa:
Sistema OCB: Qual o legado da Semana de Competitividade para as cooperativas?
Tania Zanella: O legado, a mensagem que fica – e o manifesto trouxe isso muito bem – é de respeitar e conectar o passado com o presente para que possamos trabalhar e desenvolver o futuro que o cooperativismo merece, nos conectando principalmente com o que nos faz diferentes, que é a nossa cultura cooperativista.
Como foi a caminhada desde o 15° CBC até aqui? Quais foram os desafios até chegar à definição de Cultura Coop e no entendimento da importância dela para a sustentabilidade do cooperativismo?
Nós fomos impulsionados pelas cooperativas para tratar desse tema. Lá atrás, estivemos um pouco na zona de conforto, pensando que tudo estava bem consolidado, mas quando realizamos a Pesquisa de Imagem do Cooperativismo, em 2023, percebemos o quanto a cultura cooperativista era uma preocupação dos dirigentes, dos cooperados e dos empregados. Isso nos fez colocar esse tema no CBC, onde ele foi discutido e teve um direcionamento que trouxe diretrizes bem claras sobre como avançar. A partir de então, começamos a construir o que entregamos em parte na Semana de Competitividade. Nosso trabalho começa agora.
Como foi a construção das novas soluções de Cultura Coop?
Foi um processo de alinhamento, de muito convencimento, muita habilidade, porque é um tema que não é tão fácil de tratar. Na verdade, é a nossa essência, mas a gente entendeu que depois da comunicação, que foi o tema da Semana de Competitividade ano passado, a cultura cooperativista era crucial para a gente poder trabalhar o cooperativismo do futuro que a gente quer.
Uma das novidades anunciadas é a rede de Cultura Coop. Como ela vai funcionar?
Tudo o que foi alinhado, discutido, impulsionado durante os três dias da Semana de Competitividade precisa ter continuidade. A rede vai dar seguimento ao que foi iniciado em Brasília e ir além, compartilhando experiências, colocando pontos de melhoria, buscando outras alternativas para a gente evoluir cada vez mais nesse tema da cultura.
Qual o resultado esperado para as cooperativas com o fortalecimento da cultura cooperativista?
As cooperativas estão crescendo, como acabamos de ver no AnuárioCoop 2026. Registramos crescimento no aspecto econômico, no aspecto social, mas o que a gente está necessariamente buscando com isso é que esse número represente, de fato, o que é o cooperativismo, e não apenas cifras. Que a gente tenha cooperativas cada vez mais sustentáveis, cada vez mais perenes, cooperados cada vez mais interligados e fidelizados ao modelo. É isso que a gente pretende e não tenho dúvida de que aqui começa uma nova história aí para o cooperativismo.
E qual a história está sendo escrita pelas cooperativas?
A história de que o cooperativismo está transformando o Brasil. Transforma realidades, transforma vidas das pessoas que se conectam com o nosso modelo. E acredito que o Brasil também possa se beneficiar muito com essa história. Pode buscar no cooperativismo uma oportunidade, uma nova filosofia de vida, um novo jeito de fazer negócio, um novo jeito de conectar a vida pessoal com a vida profissional. O cooperativismo ganha, mas o Brasil também pode ganhar muito com o nosso modelo.
As respostas para os desafios do século 21 estão no coop?
Com certeza. As pessoas no centro, a pauta ESG, a economia colaborativa, compartilhada, tudo que é tendência, a gente sempre encontra no cooperativismo. O que é exclusivo do nosso modelo, como ouvimos na apresentação do Michel Alcoforado: 'esse é o diferencial de vocês e é isso que vocês precisam explorar'. Porque o que o mercado convencional olha justamente para isso, não só para o crescimento, mas, principalmente, para o que fazemos diferente, que é essa conexão do econômico com o social.
Saiba mais:
Assista ao Manifesto da Cultura Cooperativista
Conheça as soluções do Eixo Cultura Coop
Notícias saber cooperar
10/09/2026
“Cultura coop é essencial para construir o cooperativismo do futuro”, afirma Tania Zanella
A presidente executiva do Sistema OCB, Tania Zanella, trabalha para colocar a cultura cooperativista no centro da estratégia de crescimento e sustentabilidade do movimento. Para ela, valorizar o passado e resgatar valores e princípios que diferenciam o coop é essencial para conectar sua história aos desafios do presente e construir um modelo cada vez mais relevante para os brasileiros.
Em entrevista durante a Semana de Competitividade 2026, Tania explicou que os achados históricos, dados e novas soluções apresentados durante o evento marcam o início de um amplo trabalho de mobilização em torno da cultura coop. O objetivo é transformar as reflexões em prática, aproximando cooperativas, cooperados e empregados daquilo que torna o cooperativismo único: um jeito de pensar, se relacionar e agir baseado na cooperação e em valores e princípios compartilhados.
Reconhecida por sua capacidade de gestão estratégica, baseada em dados e evidências, Tania afirmou que fortalecer a cultura coop também trará resultados concretos para o cooperativismo: “Queremos cooperativas cada vez mais sustentáveis e mais perenes, e cooperados cada vez mais interligados e fidelizados ao modelo”.
Leia a entrevista completa:
Sistema OCB: Qual o legado da Semana de Competitividade para as cooperativas?
Tania Zanella: O legado, a mensagem que fica – e o manifesto trouxe isso muito bem – é de respeitar e conectar o passado com o presente para que possamos trabalhar e desenvolver o futuro que o cooperativismo merece, nos conectando principalmente com o que nos faz diferentes, que é a nossa cultura cooperativista.
Como foi a caminhada desde o 15° CBC até aqui? Quais foram os desafios até chegar à definição de Cultura Coop e no entendimento da importância dela para a sustentabilidade do cooperativismo?
Nós fomos impulsionados pelas cooperativas para tratar desse tema. Lá atrás, estivemos um pouco na zona de conforto, pensando que tudo estava bem consolidado, mas quando realizamos a Pesquisa de Imagem do Cooperativismo, em 2023, percebemos o quanto a cultura cooperativista era uma preocupação dos dirigentes, dos cooperados e dos empregados. Isso nos fez colocar esse tema no CBC, onde ele foi discutido e teve um direcionamento que trouxe diretrizes bem claras sobre como avançar. A partir de então, começamos a construir o que entregamos em parte na Semana de Competitividade. Nosso trabalho começa agora.
Como foi a construção das novas soluções de Cultura Coop?
Foi um processo de alinhamento, de muito convencimento, muita habilidade, porque é um tema que não é tão fácil de tratar. Na verdade, é a nossa essência, mas a gente entendeu que depois da comunicação, que foi o tema da Semana de Competitividade ano passado, a cultura cooperativista era crucial para a gente poder trabalhar o cooperativismo do futuro que a gente quer.
Uma das novidades anunciadas é a rede de Cultura Coop. Como ela vai funcionar?
Tudo o que foi alinhado, discutido, impulsionado durante os três dias da Semana de Competitividade precisa ter continuidade. A rede vai dar seguimento ao que foi iniciado em Brasília e ir além, compartilhando experiências, colocando pontos de melhoria, buscando outras alternativas para a gente evoluir cada vez mais nesse tema da cultura.
Qual o resultado esperado para as cooperativas com o fortalecimento da cultura cooperativista?
As cooperativas estão crescendo, como acabamos de ver no AnuárioCoop 2026. Registramos crescimento no aspecto econômico, no aspecto social, mas o que a gente está necessariamente buscando com isso é que esse número represente, de fato, o que é o cooperativismo, e não apenas cifras. Que a gente tenha cooperativas cada vez mais sustentáveis, cada vez mais perenes, cooperados cada vez mais interligados e fidelizados ao modelo. É isso que a gente pretende e não tenho dúvida de que aqui começa uma nova história aí para o cooperativismo.
E qual a história está sendo escrita pelas cooperativas?
A história de que o cooperativismo está transformando o Brasil. Transforma realidades, transforma vidas das pessoas que se conectam com o nosso modelo. E acredito que o Brasil também possa se beneficiar muito com essa história. Pode buscar no cooperativismo uma oportunidade, uma nova filosofia de vida, um novo jeito de fazer negócio, um novo jeito de conectar a vida pessoal com a vida profissional. O cooperativismo ganha, mas o Brasil também pode ganhar muito com o nosso modelo.
As respostas para os desafios do século 21 estão no coop?
Com certeza. As pessoas no centro, a pauta ESG, a economia colaborativa, compartilhada, tudo que é tendência, a gente sempre encontra no cooperativismo. O que é exclusivo do nosso modelo, como ouvimos na apresentação do Michel Alcoforado: 'esse é o diferencial de vocês e é isso que vocês precisam explorar'. Porque o que o mercado convencional olha justamente para isso, não só para o crescimento, mas, principalmente, para o que fazemos diferente, que é essa conexão do econômico com o social.
Saiba mais:
Assista ao Manifesto da Cultura Cooperativista
Conheça as soluções do Eixo Cultura Coop
Notícias eventos
10/09/2026
Cooperativas de artesanato ampliam mercados do Ceará a Paris
Fenacce reúne 12 cooperativas em Fortaleza, enquanto Jornada Exportadora conecta artesanato brasileiro a compradores europeus
Do Ceará a Paris, o artesanato cooperativo brasileiro ganha novas vitrines e amplia conexões comerciais no Brasil e no exterior. Em setembro, o Sistema OCB participa de duas frentes voltadas ao acesso a mercados: a 8ª Feira Nacional de Artesanato e Cultura (Fenacce), em Fortaleza, e a Jornada Exportadora do Artesanato – Paris 2026, realizada pela ApexBrasil, parceira estratégica do Sistema OCB na promoção internacional das cooperativas do segmento.
As iniciativas fazem parte da estratégia dos programas NegóciosCoop Mercados Nacional e Internacional, do Sistema OCB, que atuam para ampliar o acesso das cooperativas a mercados, gerar oportunidades comerciais e aproximá-las de compradores, lojistas, parceiros e novos canais de venda, no Brasil e no exterior. O movimento também evidencia a capacidade do cooperativismo de transformar conhecimentos tradicionais, identidade cultural e produção coletiva em produtos com valor agregado, geração de renda e oportunidades para as comunidades.
“A participação em feiras e rodadas de negócios permite que as cooperativas ampliem sua presença comercial, conheçam novos compradores e estejam mais preparadas para acessar diferentes mercados. Nosso objetivo é criar condições para que elas transformem essas conexões em oportunidades concretas e sustentáveis de negócios”, afirma Pâmella Jerônimo de Lima, coordenadora de Negócios do Sistema OCB. Fenacce reúne 12 cooperativas de nove estados
Realizada de 4 a 13 de setembro, no Centro de Eventos do Ceará, em Fortaleza, a Fenacce conta com um estande exclusivo de 84 m² do Sistema OCB. O espaço reúne 12 cooperativas de artesanato de nove estados: Arteza (PB), Bordana (GO), Coopercrutac (RN), Cobarts (RN), Coomajt (PB), Dedo de Gente (MG), Turiarte (PA), Mulheres de Barro (PA), Cooperartban (AL), Coopervej (CE), Luz e Arte (MA) e Copamart (AM).
No estande, o público encontra diferentes expressões do artesanato cooperativo brasileiro, com bordados, cerâmicas, cestarias, esculturas em ferro e barro, itens de decoração, peças artesanais e alimentos. A diversidade representa técnicas, culturas e tradições das regiões Norte, Nordeste, Centro-Oeste e Sudeste.
Além da exposição e comercialização dos produtos, as cooperativas participam de visitas técnicas orientadas à Central de Artesanato do Ceará (CeArt) e ao Centro das Rendeiras da Prainha de Aquiraz. As atividades foram estruturadas para estimular a observação de práticas, soluções e formas de organização que possam ser adaptadas posteriormente à realidade de cada cooperativa.
A metodologia segue o percurso de observar, perguntar, aprender e identificar o que pode ser incorporado aos negócios. A proposta é fazer com que a participação na feira vá além da comercialização imediata e contribua também para aprimorar gestão, posicionamento e estratégias de mercado.A Fenacce se consolidou como uma importante plataforma para o setor. Em 2025, foram 390 estandes, mais de 2,5 mil artesãos e aproximadamente 41 mil visitantes. A edição registrou ainda expectativas superiores a R$ 24 milhões em negócios para os meses seguintes.
De Fortaleza para o mercado internacional
Enquanto cooperativas apresentam seus produtos ao mercado brasileiro no Ceará, outra frente da estratégia ocorre na França. Com apoio do Sistema OCB, Comart (RN), Copamart e Turiarte participam da Jornada Exportadora do Artesanato – Paris 2026. Copamart e Turiarte também participam como expositoras da Maison & Objet.
A programação começou, na segunda-feira (7), com um seminário dedicado ao mercado francês. Os debates abordaram regras e canais de comercialização, tendências de consumo, posicionamento e estratégias para alcançar consumidores franceses de alto padrão.
Na terça-feira (8), a delegação participou de visitas técnicas a espaços comerciais e de design, entre eles Galeries Lafayette, Galerie Brazil Modernist, Le Bon Marché e Sinara Boutique. Já na quarta-feira (9), as cooperativas tiveram um dia dedicado às rodadas de negócios com potenciais compradores.
Nesta quinta-feira (10), a agenda chegou à Maison & Objet, uma das principais vitrines internacionais dos segmentos de decoração, design e lifestyle. A programação prevê visita à feira, encontro da delegação no Pavilhão da ApexBrasil, cerimônia oficial de abertura do Pavilhão Brasileiro e visita guiada.
Para Jessica Alencar Dias, analista de Negócios Internacionais do Sistema OCB, a iniciativa tem um impacto que ultrapassa a própria comercialização dos produtos. “Para o artesanato brasileiro, acessar o mercado internacional é especialmente estratégico porque amplia as possibilidades de geração de renda e, ao mesmo tempo, valoriza produtos que carregam identidade, cultura, design e a história dos territórios onde são produzidos”, descreve.
Ainda segundo ela, os resultados estão diretamente relacionados ao propósito do cooperativismo. “Quando uma cooperativa conquista um novo mercado, o resultado não fica concentrado em uma única pessoa. Ele chega aos cooperados, às suas famílias e movimenta economicamente as comunidades locais”, acrescenta.
Outro ponto destacado pela analista é o impacto da abertura de mercados para as mulheres, que têm forte presença nas cooperativas de artesanato. “Ampliar as oportunidades comerciais dessas cooperativas significa também contribuir para a autonomia econômica de muitas mulheres, para a geração de renda e para o desenvolvimento dos territórios onde elas vivem. Por isso, apoiar a internacionalização dessas cooperativas é, para o Sistema OCB, uma forma muito concreta de promover negócios e desenvolvimento local ao mesmo tempo”, conclui.
Negócio fechado
Os primeiros resultados da Jornada já começaram a aparecer. Para a Comart, cooperativa do Rio Grande do Norte especializada em bordados artesanais, a rodada resultou em um negócio fechado com uma compradora da Grécia e abriu perspectivas de negociações com Portugal e Bélgica. “As reuniões foram bem proveitosas. Estou muito feliz com o resultado, com um negócio fechado com a compradora da Grécia e mais dois possíveis em andamento cm Portugal e Bélgica”, relatou a presidente Jailma Araújo.
Segundo ela, os compradores demonstraram interesse tanto nas peças, quanto na forma como são produzidas. “Eles mostraram interesse e curiosidade no processo de desenvolvimento dos nossos produtos, na variedade de pontos e nas texturas únicas”.
A Comart trabalha com bordados produzidos inteiramente à mão, reunindo técnicas tradicionais e máquinas de costura acionadas a pedal. A produção inclui peças para cama, mesa e banho, decoração e moda. Os bordados produzidos na região contam ainda com Indicação Geográfica (IG) concedida pelo Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI), reconhecimento relacionado à origem e às características do trabalho artesanal local.
Novos produtos
A Copamart, de Manaus (AM), também saiu das reuniões com perspectivas de continuidade das negociações. Compradores solicitaram imagens de outros produtos da cooperativa para avaliar aquisições e, em alguns casos, sinalizaram o envio de desenhos e referências para o desenvolvimento de peças exclusivas. “A Rodada de Negócios foi muito boa para nós. Tivemos a oportunidade de apresentar nossos produtos, entender melhor o que os compradores europeus procuram e receber retornos muito importantes sobre o potencial do nosso trabalho”, afirmou a presidente da cooperativa, Terezinha Lira.
Para ela, os contatos feitos em Paris demonstram que há espaço para o artesanato da cooperativa na Europa, embora as conversas ainda estejam em estágio inicial. “Como ainda estamos no começo das negociações, é cedo para falar em valores fechados, mas saímos da rodada com ótimos contatos e portas abertas para continuar essas conversas depois”, completou.
Fundada em 2011 e sediada em Manaus, a Copamart reúne 14 artesãs e produz biojoias, acessórios de moda e itens de decoração utilizando fibras naturais, sementes, madeira, têxteis e materiais reciclados.
Identidade amazônica
Também presente na Jornada, a Turiarte levou à Europa peças produzidas por mulheres de comunidades da região do Rio Arapiuns, no Pará. “O feedback foi muito positivo. Os compradores destacaram principalmente a identidade do nosso artesanato, o colorido das peças e o fato de trabalharmos com princípios de comércio justo. Isso mostrou para nós que existe, sim, potencial para os produtos da Turiarte no mercado europeu”, contou Natália Dias, presidente da cooperativa.
Um dos sinais positivos surgiu depois da própria rodada. Uma lojista indicou os produtos e compartilhou o contato da cooperativa com outros comerciantes que não haviam participado das reuniões. Para Natália, a experiência também permitiu identificar os ajustes necessários para avançar no comércio exterior. “Além das reuniões de negócios, estamos tendo a oportunidade de conhecer melhor o mercado internacional, trocar experiências e entender o que precisamos aprimorar para estar cada vez mais preparados para exportar nossos produtos, inclusive em questões práticas, como embalagem, logística e envio das peças”, explicou.
Fundada em 2015 às margens do Rio Arapiuns, no Pará, a Turiarte nasceu da união de sete comunidades e da força de 70 mulheres. Atualmente, reúne mais de 130 mulheres, que encontram no trabalho artesanal com a palha de tucumã uma fonte de renda, autonomia econômica e preservação da cultura local.
Saiba mais:
Sistema OCB fortalece exportações de cooperativas na Fenearte
Sistema OCB integra missão que leva artesanato brasileiro à Europa
Notícias eventos
09/09/2026
Sistema OCB e Cofen discutem avanços para cooperativas de enfermagem
Encontro abordou registro obrigatório e participação em congresso da categoria em NatalO Sistema OCB e o Conselho Federal de Enfermagem (Cofen) discutiram, nesta quinta-feira (10), iniciativas para fortalecer a atuação das cooperativas de enfermagem e ampliar a parceria entre as duas instituições. O encontro contou com a participação do vice-presidente do Cofen, Daniel Menezes de Souza, e de representantes do cooperativismo.
Entre os principais temas debatidos esteve a possibilidade de o Cofen orientar os Conselhos Regionais de Enfermagem (Corens) sobre o registro obrigatório das cooperativas no Sistema OCB. A iniciativa busca ampliar o alinhamento institucional e contribuir para a regularidade e o fortalecimento das organizações cooperativistas que atuam no setor.
A reunião também tratou da participação do cooperativismo no próximo Congresso Brasileiro dos Conselhos de Enfermagem (CBCENF), espaço de discussão e troca de experiências entre profissionais e instituições da enfermagem. O evento será realizado entre os dias 30 de novembro e 3 de dezembro no Centro de Convenção de Natal (RN).
Para o presidente do Sistema OCB/DF, Remy Gorga Neto, que participou da reunião, o encontro reforça o reconhecimento do modelo cooperativista e abre espaço para novas ações conjuntas. “O cooperativismo sai da reunião mais reconhecido e com a possibilidade de ampliar parcerias com o Cofen e com os Corens”, afirmou.
O vice-presidente do Cofen, Daniel Menezes de Souza, também destacou a aproximação entre as instituições e as possibilidades de atuação conjunta em temas de interesse da enfermagem. “O Cofen e o Sistema OCB possuem pautas convergentes e que podem ser trabalhadas em conjunto, para o fortalecimento da enfermagem no país”, destacou Daniel.
Como encaminhamento, Sistema OCB e Cofen devem realizar novos encontros para dar continuidade às pautas discutidas e avançar na construção de outras parcerias entre as instituições.
Saiba Mais:
Saúde cooperativa: acesso, emprego e inovação para o Brasil
Dia Mundial da Saúde: cooperativas são protagonistas em atendimento e resultados
Notícias eventos
09/09/2026
Cooperativas reduzem custos com eficiência energética
Cases mostram economia milionária com uso de IA, energia solar, biomassa e ganhos de eficiência Reduzir a conta de energia deixou de ser uma iniciativa restrita à agenda ambiental e passou a fazer parte das estratégias de produtividade e competitividade das cooperativas brasileiras. Experiências nos setores de crédito e agro mostram que automação, inteligência artificial, energia solar, biomassa e mudanças na operação já são utilizadas para cortar despesas, reduzir desperdícios e aumentar a eficiência.
Os resultados foram apresentados nesta quarta (9) e quinta-feira (10), durante dois Workshops de Eficiência Energética promovidos pelo Sistema OCB em formato online. No primeiro dia, a programação foi dedicada às cooperativas de crédito, com experiências dos sistemas Sicredi, Sicoob e Cresol. Nesta quinta-feira, o foco passou para as cooperativas agropecuárias, com cases de Aurora Coop, C.Vale e Coasa.
No Sicredi, por exemplo, a combinação entre automação, análise de dados e gestão das contas de energia já proporcionou aproximadamente R$ 6,1 milhões em economia. No Sicoob, o uso de inteligência artificial e machine learning na climatização de um data center aumentou a eficiência energética em 16,27% nos primeiros 120 dias de operação. Já a Cresol Horizonte conseguiu reduzir o consumo em 12,67% em um ano, mesmo com a abertura de duas novas agências e a ampliação do número de colaboradores.
No agro, as discussões reforçaram a relação direta entre eficiência energética, produtividade, custos de produção e margem. A programação mostrou que uma gestão estruturada começa pela medição do consumo e pela criação de indicadores capazes de revelar desperdícios incorporados à rotina das operações. Além da geração própria de energia, os ganhos podem vir de ajustes em equipamentos, manutenção, automação e processos produtivos, especialmente em atividades de alto consumo, como refrigeração, secagem de grãos, aeração e produção de vapor.
As apresentações fazem parte da estratégia do Sistema OCB para estimular as cooperativas a tratarem a energia também como uma variável econômica do negócio. A Solução Eficiência Energética integra o Programa ESGCoop e combina diagnóstico, capacitação, consultoria e acompanhamento para identificar desperdícios, reduzir custos e melhorar o desempenho energético.
Para Clara Maffia, gerente geral de Negócios do Sistema OCB, eficiência energética precisa ser observada também pela perspectiva econômica. “Quando falamos de eficiência energética, estamos falando, na prática, de competitividade das cooperativas. Quando pensamos em reduzir desperdícios, otimizar processos, aumentar a eficiência operacional e melhorar as margens, temos um resultado ainda mais positivo para a cooperativa e para os cooperados”, afirmou.
Eficiência começa pelo diagnóstico e pela gestão do consumo
Alexandre Matter, sócio da Stride, consultoria parceira do Sistema OCB, participou do primeiro dia e ressaltou, em sua apresentação, que eficiência energética envolve uma gestão contínua do consumo, a partir do diagnóstico das instalações, definição de indicadores, identificação de desperdícios, padronização de processos e acompanhamento dos resultados.Segundo ele, fatores como clima, tamanho das unidades, horários de funcionamento, climatização, iluminação e equipamentos influenciam o desempenho energético. “A proposta é transformar as oportunidades identificadas em melhorias permanentes na operação e incorporar a eficiência energética à gestão das cooperativas”, declarou.
Já no segundo dia, voltado às cooperativas agropecuárias, Marcos Gilberto Beuren, também sócio da Stride, ressaltou a importância de identificar desperdícios incorporados à rotina e transformar o consumo de energia em indicador de desempenho. “No agro, processos como refrigeração, aeração, moagem, secagem e produção de vapor concentram oportunidades relevantes de economia, que podem ser ampliadas com automação, inversores de frequência, melhorias nos sistemas produtivos e aproveitamento de resíduos para geração de energia”, considerou.Beuren também chamou atenção para a análise do custo dos equipamentos ao longo de sua vida útil, uma vez que o consumo de energia representa uma parcela significativa do custo total de operação.
Sicredi registra R$ 6,1 milhões em economia
No Sicredi, as ações de eficiência energética envolvem mais de 260 unidades consumidoras e 45 cooperativas. Entre as medidas estão otimização da demanda contratada, recuperação de cobranças indevidas das concessionárias, gestão do desempenho e rateio de usinas solares, Mercado Livre de Energia, consórcio de energia e migração tarifária.
Desde 2022, mais de 148 mil faturas de energia foram automatizadas. Em 2026, o acompanhamento já reúne mais de 3,7 mil unidades consumidoras, com aproximadamente 21 mil faturas capturadas e cerca de 85% dos dados de energia obtidos automaticamente. “A automação dos dados de energia contribui para as ações de eficiência operacional do Sicredi e também para a redução das emissões de gases de efeito estufa. Hoje, conseguimos trabalhar esses dados para identificar oportunidades de economia e tornar a gestão cada vez mais eficiente”, afirmou Raissa Cabral, analista administrativo financeiro do sistema.
O avanço também aparece na origem da energia consumida. A participação das fontes renováveis passou de 23,1%, em 2022, para 51,3%, em 2025. No ano passado, foram 63.835 MWh provenientes de fontes renováveis, diante de um consumo total de 124.375 MWh.
Inteligência artificial aumenta eficiência de data center do Sicoob
No Sicoob, a eficiência energética chegou à infraestrutura tecnológica. O Data Center SIG passou a utilizar inteligência artificial e machine learning para controlar a climatização. Nos primeiros 120 dias de operação, a tecnologia proporcionou ganho de eficiência energética de 16,27%. Segundo os dados apresentados, o Sicoob tornou-se o segundo data center do Brasil a operar a climatização integralmente por uma plataforma de inteligência artificial e machine learning.
Outra frente está no Mercado Livre de Energia. O Sicoob contabiliza R$ 2,3 milhões em economia desde a migração. Desde outubro de 2024, 100% da energia consumida pelo Data Center SIG e pelo Centro Cooperativo Sicoob (CCS) é proveniente de fontes renováveis. “Eficiência energética é sustentabilidade, competitividade e resiliência. A tecnologia e a gestão mostram que é possível transformar compromissos ambientais em resultados concretos para o negócio”, afirmou Alex Santiago, coordenador de Tecnologia da Informação.
Na estrutura predial, as iniciativas incluem automação da iluminação, modernização da climatização e substituição de equipamentos por modelos mais eficientes. Entre as ações previstas está a troca de 3 mil notebooks em 2026, com redução estimada de aproximadamente 30% no consumo de energia desses equipamentos.
Cresol combina energia solar, tecnologia e gestão
Na Cresol, a estratégia de eficiência energética combina geração solar, monitoramento do consumo e gestão da operação. Na sede da instituição, que reúne 674 colaboradores em 26 mil metros quadrados de área edificada, 373 placas solares produziram 10.220 kWh em junho de 2026, o equivalente a 13,4% do consumo do mês. A economia foi estimada em R$ 9,5 mil mensais, com projeção superior a R$ 114 mil por ano. Sensores, acompanhamento das faturas e gestão dos horários de maior demanda complementam a estratégia, que concentra 89,4% do consumo fora do horário de ponta.
Os ganhos também aparecem nas cooperativas singulares. Na Cresol Horizonte, o consumo de energia caiu 12,67% entre julho de 2025 e julho de 2026, mesmo com a expansão de 20 para 22 agências e o aumento de 226 para 262 colaboradores. “Conseguimos reduzir o consumo em 12,67%, mesmo com o aumento de 36 colaboradores e a abertura de duas novas agências. Isso mostra que, quando existe acompanhamento e envolvimento das equipes, é possível crescer e, ao mesmo tempo, consumir energia de forma mais eficiente”, afirmou a analista de Relacionamento Kely de Oliveira Ramos.
Aurora Coop projeta economia de R$ 180 mil por ano
Na Aurora Coop, Luciano Braz Acosta, do Departamento de Manutenção, e Diego Cadaval Machado, encarregado de Utilidades, apresentaram uma experiência desenvolvida no sistema de refrigeração de uma unidade industrial em Chapecó (SC). A partir de diagnóstico, a equipe identificou que, nos fins de semana, quando a carga térmica da unidade era menor, era possível reorganizar o funcionamento do sistema e operar com um compressor a menos. A mudança permitiu uma redução de aproximadamente 12,36 MWh por fim de semana, com economia projetada em cerca de R$ 180 mil por ano.
O principal diferencial é que a medida não exigiu a aquisição de novos equipamentos. A economia veio da reorganização da operação e da adequação do sistema de refrigeração à demanda efetiva da unidade. “Não há necessidade de ficar com dois compressores ligados consumindo energia sem necessidade”, explicou Diego.
C.Vale encontra oportunidades em matrizeiro de 48 milhões de ovos por ano
Pela C.Vale, o engenheiro eletricista André Luiz Ribeiro Barbieri apresentou a experiência realizada em um matrizeiro de aves da cooperativa em Palotina (PR), responsável pela produção de cerca de 48 milhões de ovos por ano. A escolha do local foi proposital. Em vez de concentrar o diagnóstico em uma grande planta industrial ou casa de máquinas, a cooperativa decidiu procurar oportunidades em uma estrutura que normalmente receberia menos atenção quando o assunto é eficiência energética.
O diagnóstico identificou oportunidades de redução de consumo na iluminação, nos motores, na climatização, no isolamento dos aviários, na manutenção das placas evaporativas e até na forma como os colaboradores se deslocam dentro da unidade. “Quando pensamos em eficiência energética, olhamos além da questão elétrica, da energia. Verificamos também a questão do processo”, afirmou.
Essa visão levou a cooperativa a revisar rotinas de manutenção e limpeza dos equipamentos utilizados na climatização dos galpões. As primeiras medidas implementadas representaram economia estimada em cerca de R$ 53 mil por ano. O diagnóstico também passou a fornecer referências para futuros projetos da cooperativa, permitindo que soluções identificadas no matrizeiro sejam consideradas desde a concepção de novas estruturas.
Coasa aposta em biomassa e busca resíduo zero
Na Coasa, a diretora administrativa Aline Bacega apresentou uma experiência ainda em fase de implementação. A cooperativa começou a estruturar indicadores para mensurar os resultados das mudanças realizadas principalmente no processo de secagem de grãos. Uma das principais frentes é a substituição gradual de sistemas alimentados com lenha por equipamentos que utilizam cavaco de madeira como biomassa. “Ainda não tem indicadores, mas percebemos que a qualidade do produto seco fica muito melhor porque tem uma uniformidade de trabalho”, relatou.
A mudança também traz reflexos sobre a mão de obra e a segurança. Como a secagem de grãos pode funcionar 24 horas por dia, a maior uniformidade do processo reduz a necessidade de intervenções e melhora as condições operacionais. A estratégia da Coasa, porém, vai além da substituição do combustível. A cooperativa pretende aproveitar resíduos gerados na armazenagem, secagem e processamento de grãos como fonte de energia para a própria operação. “O sonho da cooperativa e ter resíduo zero”, acrescentou Aline.
Fórum Latino-Americano amplia debate sobre transição energética
Após os dois dias de workshops, a agenda de eficiência energética no cooperativismo terá continuidade nos dias 24 e 25 de novembro, em Brasília (DF), com o II Fórum Latino-Americano de Energia Cooperativa. O encontro será realizado pelo Sistema OCB em parceria com a Confederação Alemã das Cooperativas (DGRV) e reunirá especialistas de diferentes nacionalidades para debater temas estratégicos relacionados ao avanço da transição energética.
Saiba Mais:
Sistema OCB leva diagnóstico de eficiência energética à Copasul
Diagnóstico de eficiência energética chega à Cooperbelgo
Solução Eficiência energética transforma dados em decisões
Notícias representação
09/09/2026
O que as cooperativas podem fazer nas eleições| Pense no Coop
? O Episódio 3 da série #PenseNoCoop já está no ar!
Notícias LGPD
09/09/2026
ECA Digital: ANPD publica orientações preliminares sobre aferição de idade
Como já abordado em edições anteriores deste informativo a Lei nº 15.211/2025 (ECA Digital), estabelece uma série de medidas para prevenção de riscos e proteção integral de menores no ambiente digital, impactando diretamente cooperativas que mantêm plataformas digitais, aplicativos, e-commerces e sites potencialmente acessíveis por menores.
Afinal, quais cooperativas precisam implementar as medidas previstas no ECA Digital?
Cooperativas que disponibilizem produtos ou serviços digitais direcionados ou de “acesso provável” por crianças e adolescentes, tais como:
sites institucionais com áreas interativas;
aplicativos;
plataformas educacionais;
e-commerces;
ambientes digitais voltados à capacitação;
programas sociais ou de relacionamento com jovens;
canais digitais com possibilidade de interação entre usuários.
A avaliação sobre “acesso provável” deve ser realizada individualmente por cada cooperativa, considerando fatores como público potencial da solução digital, funcionalidades disponíveis, atratividade para menores, possibilidade de interação entre usuários, dentre outros. O próprio ECA Digital utiliza conceitos amplos, motivo pelo qual a ANPD reconhece que o tema exige aprofundamento regulatório.
Além disso, determinadas atividades exigem medidas de aferição de idade independentemente da discussão sobre “acesso provável”. É o caso de cooperativas que comercializam produtos proibidos para menores de 18 anos em ambiente digital, como bebidas alcoólicas ou outros itens sujeitos à restrição etária. Nesses casos, mecanismos confiáveis de verificação de idade tornam-se medida necessária para impedir acesso ou aquisição indevida por menores.
Quais são as novidades relacionadas ao tema?
Recentemente, a Agência Nacional de Proteção de Dados (ANPD) publicou o documento “Mecanismos confiáveis de aferição de idade – Orientações Preliminares”, trazendo as primeiras diretrizes oficiais sobre um dos temas considerados mais prioritários para implementação do ECA Digital: a verificação confiável da idade dos usuários em ambientes digitais.
A aferição de idade é um dos aspectos mais importantes já que a partir da correta identificação etária, é possível aplicar medidas proporcionais de proteção, como restrição de acesso a conteúdos inadequados, ativação de mecanismos de supervisão parental, limitação de funcionalidades, adoção de configurações mais protetivas de privacidade, dentre outras. Sobre o ponto, a ANPD destaca no documento recentemente publicado que a simples autodeclaração da idade não é considerada mecanismo confiável. Segundo as orientações preliminares, soluções baseadas exclusivamente em informação fornecida pelo próprio usuário possuem baixo grau de confiabilidade e podem ser facilmente burladas.
O documento apresenta os principais requisitos que deverão orientar os mecanismos de aferição de idade:
proporcionalidade entre o método adotado e o risco do serviço;
acurácia, robustez e confiabilidade da solução;
proteção da privacidade e minimização de dados;
inclusão e não discriminação;
transparência e auditabilidade; e
interoperabilidade entre soluções tecnológicas.
As orientações reforçam que os mecanismos implementados devem observar os princípios da LGPD, especialmente minimização de dados, finalidade e segurança. A ANPD recomenda evitar coleta excessiva de informações e priorizar soluções capazes de validar apenas o atributo etário necessário, reduzindo impactos à privacidade dos usuários. Além disso, a Agência demonstra preocupação com mecanismos excessivamente invasivos, especialmente soluções baseadas em biometria facial.
Embora o tema ainda dependa de regulamentações complementares, as orientações preliminares deixam claro que a aferição de idade deverá ser uma das primeiras medidas alvo de fiscalização pela ANPD. Logo, cooperativas que disponibilizam ambientes digitais acessados ou potencialmente acessíveis por menores devem iniciar imediatamente avaliações de risco e planos de adequação.
Notícias eventos
04/09/2026
Sistema OCB integra missão que leva artesanato brasileiro à Europa
Cooperativas e associações participam de agenda com compradores e especialistas em Paris
O artesanato brasileiro desembarca em Paris na próxima semana com uma agenda voltada a novos negócios e à entrada em mercados internacionais. Entre os dias 7 e 10 de setembro, 20 artesãos, cooperativas, associações e empresas de 14 estados participam da Jornada Exportadora Artesanato 2026, promovida pela Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil).
O Sistema OCB é parceiro institucional da iniciativa, que faz parte do programa Brasil Feito à Mão, voltado à qualificação e à promoção internacional do artesanato brasileiro. A programação reúne capacitação, visitas técnicas, encontros com compradores europeus e participação na Maison&Objet, uma das principais feiras internacionais de decoração e design.
A missão foi formada a partir de 267 inscrições. Para chegar à seleção final, os participantes foram avaliados em critérios como preparação para exportar, participação em capacitações, presença digital, potencial dos produtos e maturidade do negócio. Também foram considerados aspectos como design, acabamento, matérias-primas, identidade cultural e adequação ao mercado francês.
A delegação reúne representantes do Acre, Alagoas, Amazonas, Bahia, Ceará, Goiás, Minas Gerais, Mato Grosso do Sul, Pará, Piauí, Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul e Santa Catarina. Entre os participantes estão as cooperativas Copamart, Comart e TuriarteTuriarte, que levam à missão produtos e saberes do artesanato cooperativo brasileiro. Ao todo, 25% dos selecionados são cooperativas e associações, 55% são artesãos individuais ou grupos com marca própria e 20% são empresas que comercializam produtos artesanais ou trabalham em parceria com artesãos. A participação feminina também é expressiva: 90% dos negócios são liderados por mulheres.
“A experiência representa uma oportunidade de conhecer de perto um mercado com novas demandas e possibilidades de comercialização. Ao mesmo tempo, permite apresentar ao público internacional produtos que carregam técnicas, materiais e conhecimentos construídos ao longo de gerações”, destaca a presidente executiva do Sistema OCB, Tania Zanella.
Preparação
A viagem é resultado de um processo que começou antes da chegada a Paris. Nos últimos meses, os participantes participaram de quatro webinars, que somaram cerca de dez horas de capacitação sobre temas como marketing internacional, formação para rodadas de negócios, seguro de crédito à exportação e características do mercado francês de acessórios, casa e decoração.
O Sistema OCB também atuou diretamente na preparação das cooperativas participantes, com reuniões preparatórias, desenvolvimento de folder comercial bilíngue e acompanhamento técnico ao longo da Jornada.
Também receberam acompanhamento individual de consultores credenciados pelo Apex+Perto. Durante dois meses, foram trabalhados temas como formação de preços, estratégia de vendas, posicionamento, marketing e procedimentos para exportação. Onze participantes fazem, ainda, parte da Trilha do Conhecimento para Exportação de Artesanato Brasileiro, iniciada em abril.
De Paris para o mundo
Na capital francesa, a programação começa com um seminário sobre o funcionamento do mercado local. Especialistas vão apresentar regras e canais de comercialização, tendências de consumo e estratégias para posicionar produtos diante do público francês.
A agenda também terá uma rodada de negócios com dez compradores de oito países: Alemanha, Irlanda, Reino Unido, Grécia, Portugal, Holanda, Bélgica e França. O objetivo é aproximar a produção brasileira de potenciais parceiros comerciais e transformar a preparação em oportunidades concretas.
O encerramento será na Maison&Objet. Além de conhecer a feira e o pavilhão brasileiro, nove empresas participantes da jornada foram selecionadas para expor seus produtos no evento.
A iniciativa reúne o trabalho de ApexBrasil, Sistema OCB, Ministério do Empreendedorismo, da Microempresa e da Empresa de Pequeno Porte (MEMP), por meio do Programa do Artesanato Brasileiro (PAB), e Sebrae.
Saiba Mais:
Dia C transforma cooperação em milhares de gestos pelo Brasil
Cooperativas avançam para atuar diretamente em telecomunicações
Portfólio de Soluções amplia atuação do Sistema OCB com escala e estratégia local
Notícias negócios
04/09/2026
Cultura cooperativista fortalece identidade e ajuda a cooperativa a se manter competitiva
A cultura cooperativista está presente na forma como as pessoas pensam, se relacionam e agem, tendo como base os princípios e valores do cooperativismo. Ela sustenta a identidade coletiva e fortalece os objetivos comuns, sendo construída pelas práticas, experiências e significados compartilhados dentro das organizações. Mais do que preservar uma identidade, fortalecer essa cultura ajuda a aproximar cooperados, estimular o relacionamento com a cooperativa e preparar as organizações para o futuro. Quando valores e princípios são efetivamente reconhecidos por cooperados, trabalhadores e comunidades, essa identidade se fortalece e traz continuidade ao movimento.
Cultura cooperativista gera negócios
Para que o cooperado não enxergue a cooperativa apenas como mais uma marca fornecedora de produtos e serviços, é necessário que ele conheça o modelo do qual faz parte e compreenda seus valores e princípios. Afinal, ser cooperado vai além da condição formal de estar associado a uma cooperativa. O cooperativista é aquele que internaliza os valores do movimento, age orientado por eles e compreende seu papel dentro da organização. Essa relação também envolve conhecer o que a cooperativa faz e como isso se conecta ao movimento cooperativista.
Lealdade e ganhos comerciais
A lealdade, nesse contexto, também faz parte do vínculo entre cooperado e cooperativa. Para que essa relação seja construída, a cooperativa precisa oferecer um portfólio atraente e permitir que o cooperado conheça, de maneira geral, as soluções que ela oferece. No cooperativismo de crédito, essa relação pode resultar na principalidade, quando o cooperado escolhe a cooperativa como sua instituição financeira central. A busca por esse relacionamento de confiança, que ultrapassa a relação dele com outros grandes players do mercado, só ocorre quando a cooperativa passa a conhecer o cooperado, entende suas necessidades e cria condições para que ele concentre diferentes soluções financeiras. No agro, a aproximação com os cooperados também pode ir além da relação comercial, fortalecendo o vínculo entre produtores e cooperativa. Nesse contexto, conhecer e vivenciar o modelo cooperativista contribui para que a relação não fique restrita às transações, mas seja construída a partir de uma participação mais próxima na organização, nos conselhos e nas decisões, trazendo sua visão como parte da comunidade local na hora de fazer negócios.
Educação para formar cooperativistas e novas lideranças
A educação cooperativista é um caminho para transformar o cooperado formal em cooperativista, capaz de conhecer os valores, cobrar os princípios e participar da organização. O processo passa por envolver o cooperado na responsabilidade coletiva, além de preparar os responsáveis pela gestão das organizações. Essa formação também está relacionada à participação dentro da cooperativa. Ser cooperado pode representar apenas uma condição jurídica, enquanto ser cooperativista significa internalizar os valores e princípios e agir orientado por eles, como participar ativamente e escolher a cooperativa para realizar seus negócios. A educação, porém, não acontece apenas em ações formais. As relações, decisões e exemplos do cotidiano também fazem parte desse processo, e todos, independentemente da função que ocupam, podem se considerar educadores cooperativistas. Nesse sentido, o papel da educação cooperativista é ajudar as pessoas a compreender, experimentar e aplicar os elementos do movimento em suas práticas diárias. Ao mesmo tempo, a formação precisa alcançar as diferentes gerações que fazem parte das cooperativas. Entre as dimensões observadas no mapeamento da cultura cooperativista estão a liderança e a participação, incluindo a forma como a gestão prepara futuros líderes, jovens e novas gerações. Assim, a transmissão da cultura também passa pela preparação de pessoas que possam assumir esses espaços e manter vivos os valores e princípios cooperativistas.
Notícias representação
04/09/2026
Senado aprova projeto que moderniza o Seguro Rural no Brasil
Proposta promove previsibilidade para as fontes de recursos e ajuste o Fundo de Catástrofe para sua efetiva implementação; texto segue para sanção
O Plenário do Senado Federal aprovou, nesta quinta-feira (3), o Projeto de Lei (PL) 2.951/2024, que moderniza o marco legal do Seguro Rural no Brasil. A proposta, que integra a Agenda Institucional do Cooperativismo, foi aprovada na forma do substitutivo da Câmara dos Deputados e segue agora para sanção presidencial.
O texto atualiza dispositivos da Política Agrícola, do Programa de Subvenção ao Prêmio do Seguro Rural (PSR) e do Fundo de Catástrofe. Entre as principais mudanças está a alteração no orçamento do PSR que deixará de ser discricionário e passará a ser obrigatório, além da criação de condições para regulamentar o Fundo de Catástrofe, mecanismo considerado estratégico para ampliar a proteção do setor produtivo diante de eventos que possam comprometer a atividade agropecuária.
Para o Sistema OCB, a aprovação representa um avanço na construção de um ambiente mais seguro para produtores e cooperativas. A entidade participou das discussões desde as etapas iniciais de construção da proposta e atuou em conjunto com a Frente Parlamentar do Cooperativismo (Frencoop) e da Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) em defesa do texto. Foto: Ton Molina/Agência Senado
“A modernização do Seguro Rural é uma medida importante para dar mais segurança a quem produz e para fortalecer a capacidade de resposta do setor diante dos riscos da atividade agropecuária. Para o cooperativismo, que está presente em diferentes etapas das cadeias produtivas, contar com instrumentos de gestão de risco mais estruturados significa também contribuir para um ambiente de negócios mais previsível e sustentável”, afirmou Tania Zanella, presidente executiva do Sistema OCB e presidente do Instituto Pensar Agro.
A proposta busca fortalecer a política de gestão de riscos no campo ao criar mecanismos para ampliar a capacidade de financiamento do Seguro Rural e dar maior previsibilidade à proteção da produção. Na avaliação do Sistema OCB, o avanço dessas medidas beneficia tanto os produtores rurais quanto as cooperativas que atuam diretamente no desenvolvimento e na organização das cadeias agropecuárias.
Atuação do cooperativismo
A aprovação do PL contou com a mobilização de parlamentares que acompanharam a construção e a tramitação da proposta nas duas casas do Congresso Nacional. A senadora Tereza Cristina (MS), autora do projeto; o deputado Pedro Lupion (PR), relator de Plenário na Câmara; o senador Jayme Campos (MT), relator na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado; e o senador Jaime Bagattoli (RO), relator de Plenário no Senado, todos integrantes da Frencoop, tiveram atuação fundamental no processo.
“O resultado de hoje é fruto de um trabalho construído a muitas mãos. O Sistema OCB agradece aos parlamentares que se dedicaram ao tema e, especialmente, aos integrantes da Frencoop que conduziram as discussões no Congresso. A aprovação mostra a importância do diálogo entre o setor produtivo e o Legislativo para construirmos políticas públicas que respondam às necessidades reais do campo”, complementou Tania.
Saiba Mais:
Dia C transforma cooperação em milhares de gestos pelo Brasil
Cooperativas avançam para atuar diretamente em telecomunicações
Portfólio de Soluções amplia atuação do Sistema OCB com escala e estratégia local
Notícias eventos
03/09/2026
Dia C transforma cooperação em milhares de gestos pelo Brasil
Cooperativas se uniram em ações de solidariedade, serviços, cultura, esporte e sustentabilidade
Notícias representação
02/09/2026
Portfólio de Soluções amplia atuação do Sistema OCB com escala e estratégia local
Oferta sistêmica reúne soluções nacionais e estaduais para apoiar o desenvolvimento das cooperativas
Nem toda cooperativa enfrenta os mesmos desafios. Enquanto uma pode estar em busca de novas oportunidades de mercado, outra precisa avançar em gestão, qualificar suas lideranças, investir em inovação ou estruturar ações de sustentabilidade. Para responder a essa diversidade e, ao mesmo tempo, dar mais escala à atuação do Sistema OCB, foi estruturado o Portfólio Sistêmico de Soluções, desenvolvido em conjunto com as Organizações Estaduais.
O portfólio organiza a oferta do Sistema OCB a partir das necessidades identificadas no dia a dia das cooperativas. A construção está alinhada às diretrizes do 15º Congresso Brasileiro do Cooperativismo (CBC) e busca facilitar a conexão entre os desafios encontrados e as soluções capazes de apoiar cada etapa da jornada de desenvolvimento.
O material funciona como um mapa das possibilidades oferecidas pelo sistema. “Os diagnósticos indicam pontos de melhoria e oportunidades de atuação. Depois dessas constatações, o próximo passo é o desenvolvimento do plano de ação para a cooperativa baseado no portfólio sistêmico e também no estadual, para operacionalizar o que for necessário ao seu desenvolvimento. O portfólio ajuda justamente a enxergar esse conjunto e a compor o plano considerando tudo que é ofertado”, explica Débora Ingrisano, gerente de Desenvolvimento de Cooperativas do Sistema OCB.
Nove eixos para diferentes necessidades
A versão atual do Portfólio de Soluções está organizada em nove eixos: Dados e Inteligência, Capacitação, Cultura, Gestão, ESG, Negócios, Inovação, Representação e Comunicação.
A divisão permite visualizar, de forma integrada, diferentes dimensões do desenvolvimento de uma cooperativa. A oferta contempla tanto as necessidades que estão “porta para dentro” da cooperativa — como informações e diagnósticos, capacitações, gestão, negócios, sustentabilidade e inovação — quanto as possibilidades do ambiente externo, na perspectiva de “porta para fora”. Nesse campo, estão as frentes de representação institucional e governamental, além da comunicação e divulgação do cooperativismo para a sociedade.
Dentro desses grandes grupos, a cooperativa pode encontrar soluções individuais ou programas, que combinam diferentes iniciativas em formato de jornada. Isso permite uma atuação mais conectada às necessidades identificadas.
Uma cooperativa que pretende ampliar sua atuação no mercado, por exemplo, pode precisar trabalhar simultaneamente aspectos de gestão, capacitação, inovação e cultura. Da mesma forma, uma iniciativa voltada à sustentabilidade pode envolver diagnóstico, soluções de ESG e ações de gestão.
Escala nacional, conhecimento local
A atuação conjunta do Sistema OCB e das Organizações Estaduais é um dos diferenciais do portfólio. A organização nacional da oferta permite ganho de escala em razão do compartilhamento de recursos, conhecimentos, experiências e soluções, evitando esforços duplicados e ampliando a capacidade de atendimento às cooperativas.
Essa atuação sistêmica também contribui para alinhar discursos e fortalecer a representação do cooperativismo. Com uma visão comum sobre prioridades e soluções, as entidades que integram o sistema podem levar posicionamentos mais coordenados à sociedade, aos governos e a outros organismos nacionais e internacionais.
Outro ganho está na comparabilidade e consolidação de dados. A adoção de sistemas e referências comuns facilita a obtenção e o uso das informações, permitindo que as cooperativas sejam avaliadas com base em parâmetros semelhantes e que o sistema tenha uma visão mais consistente sobre as necessidades do cooperativismo.
O resultado é uma base mais estruturada para a tomada de decisão, a defesa de interesses e o desenvolvimento de projetos voltados às necessidades reais das cooperativas e de seus cooperados.
Mas a escala nacional não significa uma oferta padronizada para todos. As Organizações Estaduais tem papel estratégico na definição das prioridades e na construção das jornadas, porque conhecem de perto as características, os desafios e as oportunidades de cada território.
“O papel da OCE é fundamental porque ela conhece de perto as cooperativas do seu estado. É esse olhar que permite transformar um conjunto amplo de possibilidades em um plano de ação ou jornada, acompanhando a evolução da cooperativa. Esse atendimento consultivo está no nosso mantra: o que? Para quem?”, destaca Débora.
Essa combinação entre uma oferta sistêmica e a leitura das realidades locais fortalece também o ecossistema cooperativista. O sistema se relaciona com parceiros, instituições de apoio ao desenvolvimento, universidades, fornecedores, organismos internacionais, governos, reguladores e outros atores que fazem parte do ambiente em que as cooperativas estão inseridas. O portfólio também muda a lógica de utilização das soluções. Em vez de escolher uma iniciativa de forma isolada, a proposta é compreender primeiro onde a cooperativa está, aonde quer chegar e quais obstáculos precisa superar.
Por isso, dados e diagnósticos tem papel importante no início da jornada. A partir deles, entram capacitações, soluções especializadas e programas capazes de responder aos desafios encontrados. A combinação pode variar de acordo com o momento e os objetivos de cada cooperativa.
Essa visão permite que a oferta acompanhe a evolução da organização. Uma necessidade identificada em um diagnóstico pode levar a uma capacitação e, posteriormente, à adoção de uma solução específica de gestão, inovação ou ESG, por exemplo.
Um portfólio em movimento
O Portfólio de Soluções não é um catálogo definitivo. Ele está em permanente construção e atualização, acompanhando as transformações do cooperativismo e o surgimento de novas demandas.
As necessidades das cooperativas mudam, novos desafios aparecem e outras soluções passam a fazer parte da atuação do Sistema OCB e das Organizações Estaduais. Manter a oferta organizada e atualizada, portanto, também é parte do processo de desenvolvimento.
Para Débora, essa característica é essencial. “O cooperativismo está em movimento e as nossas soluções também precisam estar. O portfólio é uma fotografia do que temos hoje, mas, ao mesmo tempo, é uma ferramenta para pensarmos no que as cooperativas vão precisar amanhã”, conclui.
A lógica é combinar escala e integração, sem perder de vista as particularidades de cada território. Assim, o portfólio transforma uma oferta ampla de soluções em caminhos mais coordenados para apoiar o desenvolvimento das cooperativas.
Saiba Mais:
Demandas do coop sobre a Reforma Tributária são levadas ao governo
Sistema OCB leva ao MIDR proposta para ampliar acesso ao FNE
Cooperativas avançam para atuar diretamente em telecomunicações
Notícias representação
02/09/2026
Demandas do coop sobre a Reforma Tributária são levadas ao governo
Agendas com o vice-presidente da República e ministro trataram de ajustes na regulamentação do IBS e da CBS
O Sistema OCB levou ao governo federal, nesta quarta-feira (02), as principais sugestões do cooperativismo com a regulamentação da Reforma Tributária do Consumo. Em agenda com o vice-presidente da República, Geraldo Alckmin, e outra com o ministro da Fazenda, Dário Durigan, a presidente executiva do Sistema OCB, Tania Zanella, apresentou pontos considerados importantes para garantir que as novas regras preservem o tratamento tributário específico das cooperativas.
As agendas contaram com a participação do deputado federal Arnaldo Jardim (SP), presidente da Frente Parlamentar do Cooperativismo (Frencoop), e foram articuladas pelo deputado federal Sergio Souza (PR).
As reuniões ocorreram no contexto da regulamentação do IBS e da CBS, após a publicação do Decreto 12.955/2026 e da Resolução CGIBS 6/2026. O Sistema OCB defende ajustes no texto para assegurar que as regras previstas na Lei Complementar 214/2025 sejam mantidas e aplicadas de forma adequada ao modelo cooperativista.
Entre as preocupações apresentadas estão questões relacionadas às cooperativas de crédito e seus associados, regras de acesso das cooperativas ao regime específico de cooperativas, à dinâmica de transferência de créditos entre cooperados e cooperativas, à manutenção de créditos em operações com alíquota zero e ao tratamento tributário das cooperativas de saúde. Também foram discutidas regras para aplicações financeiras realizadas pelas cooperativas de crédito com recursos dos associados.
Para Tania, a regulamentação precisa considerar as características próprias do cooperativismo e evitar que exigências administrativas ou interpretações restritivas criem custos adicionais para as cooperativas e seus cooperados. “O cooperativismo tem um tratamento específico reconhecido pela legislação e nosso papel é garantir que esse princípio seja preservado na regulamentação, conforme aprovado na Lei Complementar. Estamos dialogando com o governo para construir soluções que deem segurança jurídica às cooperativas sem criar custos ou obrigações que não estejam previstos na legislação”, afirmou.
Cooperativas de crédito
Um dos principais pontos apresentados pelo Sistema OCB envolve o acesso pleno das cooperativas de crédito ao regime específico de cooperativas previsto na Reforma Tributária. A preocupação é que a regulamentação limite esse tratamento nas operações realizadas com associados que não são contribuintes regulares do IBS e da CBS, perfil que representa grande parte dos cooperados.
Segundo a entidade, uma interpretação restritiva pode aumentar o custo de tarifas, comissões e outros serviços oferecidos aos associados, além de afetar a atuação das cooperativas em municípios onde a presença do sistema financeiro tradicional é menor.
O Sistema OCB também propõe maior clareza sobre o tratamento das aplicações financeiras feitas com recursos próprios das cooperativas, dos associados e de recursos públicos vinculados às atividades de crédito.
“A Reforma Tributária é uma mudança estrutural para o país e, por isso, é fundamental que sua regulamentação seja construída com diálogo e atenção às particularidades dos diferentes setores. O cooperativismo quer contribuir para esse processo, com propostas objetivas e alinhadas ao que foi aprovado pelo Congresso”, destacou Tania.
Saiba Mais:
Sistema OCB leva ao MIDR proposta para ampliar acesso ao FNE
Solução Eficiência energética transforma dados em decisões
Cooperativas ampliam atuação na agenda de descarbonização
Notícias representação
02/09/2026
Cooperativas avançam para atuar diretamente em telecomunicações
Lei 15.324/2026 abriu caminho para atuação direta e mobiliza setor para prestação de serviços
A nova legislação de telecomunicações já começou a abrir novos caminhos no cooperativismo. Desde a publicação da Lei 15.324/2026, que passou a permitir expressamente a prestação de serviços de telecomunicações por cooperativas, algumas organizações já trabalham na adequação de seus estatutos sociais para incluir a atividade em seus objetos.
A mudança não significa, porém, que as cooperativas só agora chegaram ao setor. Algumas já oferecem serviços de telecomunicações por meio de empresas limitadas controladas pela própria cooperativa, formato adotado diante das restrições que existiam para a atuação direta.
Agora, o cenário permite que essas atividades sejam estruturadas sem a necessidade de estruturas diferenciadas. Para isso, as organizações estão avaliando questões jurídicas, regulatórias e operacionais, além dos procedimentos necessários para eventual migração dos serviços já prestados.
“Temos cooperativas que já conhecem o mercado de telecomunicações e agora estão avaliando como trazer essa atividade para dentro do modelo. A alteração do estatuto é um dos primeiros passos, mas cada caso precisa ser analisado de acordo com o serviço que será oferecido”, explica Clara Maffia, gerente geral de Negócios do Sistema OCB.
Orientações da Anatel
O Sistema OCB tem acompanhado esse processo junto às Organizações Estaduais (OCEs) e mantém diálogo com a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel). Já foram realizadas reuniões com a Presidência da Agência e com as superintendências de Planejamento e Regulamentação; e de Outorga e Recursos à Prestação.
Entre os esclarecimentos obtidos está o de que as exigências para atuar no setor variam conforme o serviço a ser prestado. Para os que devem concentrar a atuação das cooperativas, a regra geral é a necessidade de autorização da Anatel.
Também não é preciso que a cooperativa tenha as telecomunicações como atividade exclusiva. O serviço pode ser incluído junto a outras atribuições previstas no estatuto, desde que sejam cumpridas as exigências aplicáveis.
Outro ponto importante é que não está prevista, neste momento, uma regulamentação específica para cooperativas. Elas estão sujeitas às mesmas regras gerais aplicadas aos demais prestadores de serviços de telecomunicações.
“Estamos acompanhando os primeiros casos justamente para entender as dificuldades que podem aparecer e transformar esse aprendizado em orientação para outras cooperativas. É um movimento que ainda está começando, e ter clareza sobre os procedimentos será importante para dar segurança a quem quiser avançar”, complementa Clara.
Saiba Mais:
Sistema OCB e Anatel avançam diálogo sobre cooperativas em telecom
Reunião debate atuação das cooperativas nas telecomunicações
Live do Sistema OCB debate atuação de cooperativas em telecom
Notícias eventos
01/09/2026
Sistema OCB leva ao MIDR proposta para ampliar acesso ao FNE
Agenda inclui medidas para ampliar a participação das cooperativas e projeto-piloto para levar recursos do FNE a municípios sem agência do BNB
O Sistema OCB apresentou ao Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional (MIDR) e ao Banco do Nordeste (BNB), nesta terça-feira (1º), as Propostas do Cooperativismo de Crédito aos Fundos Constitucionais. O documento reúne medidas legislativas, regulatórias e operacionais para o Fundo Constitucional do Centro-Oeste (FCO), o Fundo Constitucional do Norte (FNO) e o Fundo Constitucional do Nordeste (FNE) e inclui, como uma das iniciativas prioritárias, o Projeto-piloto para viabilizar o acesso do cooperativismo de crédito aos recursos do FNE.
A reunião foi conduzida pela superintendente do Sistema OCB, Fabíola Nader Motta, e contou com a participação do secretário nacional de Fundos e Instrumentos Financeiros, Eduardo Corrêa Tavares, representantes técnicos da Secretaria e do BNB, banco administrador do FNE.
Construído em conjunto com os sistemas cooperativistas de crédito, as Organizações Estaduais do Sistema OCB (OCEs) e o Conselho Consultivo Nacional do Ramo Crédito, o documento “Propostas do Cooperativismo de Crédito aos Fundos Constitucionais 2027” contribui para as discussões das Programações Anuais de 2027 do FCO, FNO e FNE.
A agenda está organizada em três frentes. No campo legislativo, propõe alterações na Lei 7.827/1989 para ampliar ao FNE condições já aplicadas ao cooperativismo no FCO e no FNO. Na frente regulatória, estão ajustes para ampliar a participação das cooperativas na política dos Fundos. Já no eixo operacional, as propostas contemplam a expansão das linhas de financiamento e dos perfis de tomadores que podem ser atendidos pelas instituições cooperativas.
“A participação das cooperativas de crédito nos Fundos Constitucionais é uma agenda que combina desenvolvimento regional, inclusão financeira e maior capilaridade na aplicação dos recursos. Estamos apresentando propostas construídas com o setor e que podem contribuir para tornar essas políticas públicas ainda mais acessíveis nos territórios”, destacou Fabíola.
Projeto-piloto para o FNE
Entre as propostas apresentadas ao MIDR está o projeto-piloto que prevê a participação dos bancos cooperativos Sicoob e Sicredi como instituições repassadoras de recursos do FNE, sendo o Banco do Nordeste o administrador do Fundo.
O modelo foi desenhado para alcançar 315 municípios da área de atuação da Sudene que possuem postos de atendimento cooperativo, mas não contam com agência física do BNB. Ao todo, são 371 postos já instalados nesses municípios.
A iniciativa utiliza uma possibilidade prevista na regulamentação do FNE. A Programação Anual do Fundo permite que entre 1% e 3% dos recursos sejam repassados a outras instituições financeiras. Para o piloto, a proposta estabelece limite de até R$ 300 milhões por exercício, conforme a demanda e os parâmetros definidos para o Fundo.
O desenho também mantém a distribuição de responsabilidades entre as instituições: o risco de crédito permanece integralmente com o agente repassador, enquanto a remuneração do banco administrador não sofre alteração. A vigência prevista é de 24 meses, sendo seis meses para estruturação e integração dos sistemas e 18 meses para execução monitorada.
“A expectativa é avançar na articulação com a Secretaria, a Sudene e o Banco do Nordeste para que o projeto seja formalmente apresentado ao banco administrador e os instrumentos possam ser assinados ainda em 2026. Queremos preparar a operação para o ciclo da Programação Anual do FNE de 2027”, destacou Fabíola.
Mais capilaridade para os recursos
A proposta considera a complementaridade entre as redes de atendimento. Dados do Banco Central, com posição em dezembro de 2025, mostram que as cooperativas de crédito possuem mais de 10,5 mil pontos de atendimento no país, estão presentes em 59% dos municípios brasileiros e são a única instituição financeira em 1.072 cidades.
Na área de abrangência do FNE, 503 municípios contam atualmente com postos de atendimento cooperativo. A inserção do modelo na política pública dedicada ao nordeste pode ampliar a presença física da política de financiamento em municípios que hoje têm cobertura mais limitada.
Dos 315 municípios previstos no piloto, 234 estão localizados no semiárido. Minas Gerais concentra a maior parte deles, com 160 municípios e 177 postos cooperativos, seguido pela Bahia, com 78 municípios e 87 postos.
A proposta para o FNE também considera a experiência acumulada pelo cooperativismo de crédito na operação dos outros Fundos Constitucionais. No FCO e no FNO, os sistemas cooperativos já participam da aplicação de recursos e, desde 2015, realizaram mais de R$ 7,7 bilhões em mais de 26,8 mil operações. Em 2025, foram R$ 2,2 bilhões em aproximadamente 8 mil operações, maior volume anual da série.
A apresentação ao MIDR abre agora uma etapa de articulação com os órgãos envolvidos na gestão dos Fundos Constitucionais. A expectativa do Sistema OCB é avançar nas discussões das propostas e preparar as condições para que as medidas possam contribuir para a programação dos recursos de 2027.
Saiba Mais:
Solução Eficiência energética transforma dados em decisões
Sistema OCB debate novos mercados de seguros em congresso nacional
Cooperativas ampliam atuação na agenda de descarbonização
Notícias eventos
01/09/2026
Sistema OCB debate novos mercados de seguros em congresso nacional
Entidade participou de painel cooperativas e Proteção Patrimonial Mutualista no Rio de Janeiro
A abertura de novos modelos de proteção está mudando o cenário do mercado de seguros no Brasil e colocando as cooperativas no centro de uma discussão que envolve regulação, distribuição e acesso à proteção. O tema foi debatido durante o 24º Congresso Brasileiro dos Corretores de Seguros, realizado de 27 a 29 de agosto, no Rio de Janeiro, com participação do Sistema OCB.
No painel Novos Mercados de PPM e Cooperativas de Seguros, Hugo Andrade, coordenador de Ramos do Sistema OCB, discutiu os caminhos que se abrem para o cooperativismo a partir da regulamentação da Proteção Patrimonial Mutualista (PPM) e, em especial, das cooperativas de seguros.
Durante o painel, foi apresentado o processo de regulamentação dos novos modelos e destacado o espaço ainda existente para o desenvolvimento de estruturas cooperativas e mutualistas no país. A discussão trouxe para o centro do debate a possibilidade de ampliar a oferta de proteção e, ao mesmo tempo, criar novas oportunidades de atuação para os profissionais da distribuição de seguros.
Para o cooperativismo, a regulamentação representa uma mudança importante. A Lei Complementar (LC) 213/2025 e a Resolução CNSP 492/2026 estabeleceram novas regras para a atuação das cooperativas de seguros, o que criou um ambiente regulatório específico para as cooperativas que surgirão.
A agenda também exige preparação dos profissionais que estarão na ponta. Hugo destacou a importância de conhecer a legislação e compreender as particularidades do cooperativismo para atuar no novo segmento. “A regulamentação abre uma nova frente para o cooperativismo ao criar um ambiente mais seguro para o desenvolvimento das cooperativas. Agora, o desafio é transformar esse marco em oportunidades concretas, com qualificação, boa governança e modelos de atuação que atendam às necessidades dos cooperados e do mercado”, afirmou.
O painel contou ainda com a presença de Carlos Queiroz, diretor da Superintendência de Seguros Privados (Susep); João Armando de Castro Santos, presidente do Sicoob Credseguro; e Marco Antonio Gonçalves, presidente do Conselho Consultivo da MAG e do Fórum Mário Petrelli. A mediação foi de Marcelo Augusto Camacho Rocha, da Escola de Negócios e Seguros (ENS).
A discussão ocorreu no último dia do congresso, que teve como tema A nova era da distribuição de seguros no Brasil. Ao longo da programação, o evento reuniu representantes de seguradoras, corretores, entidades e órgãos reguladores para tratar das transformações que impactam o setor, entre elas mudanças regulatórias, novas tecnologias e comportamento dos consumidores.
Saiba Mais:
Coop de seguros ganha espaço e abre novas oportunidades no Brasil
Cartilha do Sistema OCB aproxima cooperativas de crédito e municípios
Cooperativas ampliam atuação na agenda de descarbonização
1
de
1252
Filtrar Notícias
Todos os ramos
Agropecuário
Consumo
Crédito
Infraestrutura
Trabalho, Produção de Bens e Serviços
Transporte
Saúde

