Cresol lidera aliança que transforma artesanato em renda e autonomia para comunidade quilombola
Contexto e desafios
O Sistema Cresol, com mais de 1 milhão de cooperados em 19 estados, atua para promover o desenvolvimento de suas comunidades. Na comunidade quilombola de Vargem do Sal, em Caetité (BA), a realidade era de vulnerabilidade.
A principal fonte de renda, a agricultura familiar, era severamente impactada pelas secas prolongadas da Caatinga, tornando a comunidade dependente de programas assistenciais do governo. O artesanato da palha da palmeira licuri, uma tradição ancestral, era a única alternativa de renda que podia ser exercida durante todo o ano, mas sofria com a desvalorização.
Os produtos eram vendidos a preços muito abaixo do justo, gerando instabilidade financeira e uma necessidade constante de buscar alternativas de trabalho nas cidades, o que colocava em risco a permanência das famílias no território e a preservação da cultura quilombola.
Além disso, embora a comunidade se preocupasse com a preservação da palmeira licuri, a exploração sem um plano de manejo sustentável representava uma ameaça de longo prazo para a matéria-prima e para o ecossistema local.
Objetivos
O projeto nasceu com o objetivo de gerar renda sustentável para a comunidade Vargem do Sal, transformando o artesanato em licuri em uma atividade econômica estável e valorizada. Para isso, a Cresol e seus parceiros buscaram criar uma marca com identidade quilombola que fosse reconhecida no mercado, agregando valor cultural e abrindo acesso a mercados verdes.
A iniciativa também visava capacitar a comunidade para o extrativismo responsável da palmeira, conciliando a geração de renda com a conservação ambiental. A meta era difundir a importância do manejo florestal sustentável do licuri e, ao mesmo tempo, fortalecer a organização comunitária para reduzir a dependência de programas assistenciais e evitar o êxodo rural, garantindo a autonomia e a prosperidade da comunidade.
Desenvolvimento
O primeiro passo foi um diagnóstico da situação. A cooperativa foi a convite do Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Caetité para entender as necessidades da comunidade.
A Cresol identificou o potencial do artesanato e, em vez de investir em outras ideias que seriam insustentáveis devido à seca, propôs um projeto para valorizar a produção existente. A ação inicial foi a compra garantida de mil chapéus a um preço justo para uma feira, promovendo capital e confiança para a comunidade.
A segunda fase do projeto focou no marketing para agregação de valor e no acesso a mercados. Com o apoio da base de serviços da Cresol, foi desenvolvida uma marca para os produtos, contando a história e a cultura da comunidade quilombola.
Assim sendo, a Cresol atuou como um elo, conectando a comunidade a uma poderosa rede de parceiros, incluindo as cooperativas COOTRAF (assistência técnica) e COOMADAC (comercialização), além de outras cooperativas do sistema Cresol como agentes financeiros.
Resultados e impacto
A iniciativa promoveu uma profunda transformação na comunidade Vargem do Sal. O número de artesãos envolvidos cresceu de 40 para aproximadamente 60, e a compra garantida pela Cresol gerou renda estável e um novo senso de autoconfiança e capacidade produtiva. A valorização do artesanato abriu portas para a participação em diversas feiras, expandindo o mercado e o reconhecimento dos produtos.
Socialmente, o projeto fortaleceu a cultura quilombola e promoveu a inclusão e reduziu a necessidade de migração para as cidades, consolidando a permanência das 315 pessoas no território.
Ambientalmente, a iniciativa aprimorou o manejo sustentável da Palmeira Licuri, crucial para o ecossistema e a arara-azul-de-lear, demonstrando compromisso com a conservação e a biodiversidade.
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