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Unicred Ponto Capital transforma resíduos têxteis em inclusão econômica sustentável

Imagem Destaque

2013
Sul
Crédito
Não
Cooperativa de Economia e Crédito Mútuo Unicred Ponto Capital (Unicred Ponto Capital)
Capacitações, EconomiaCircular, Residuos
COP30
cop30, ODS 5 - Igualdade de gênero, ODS 8 - Trabalho decente e crescimento econômico, ODS 12 - Consumo e produção responsáveis , ODS 13 - Ação contra a mudança global do clima
A Unicred Ponto Capital identificou o alto desperdício de resíduos têxteis provenientes de bases militares e transformou esse problema ambiental em oportunidade. A cooperativa montou o Batalhão do Bem, projeto que capacita mulheres em vulnerabilidade social e dá novo uso aos equipamentos que seriam descartados.

Contexto e desafios

A Unicred Ponto Capital integra um dos principais sistemas cooperativos de crédito do país. Fundada em Santa Maria (RS) no ano de 2013, sacramentando a união de três cooperativas, ela possui mais de 7 mil associados em 69 municípios do Sul e do Nordeste brasileiro. A preocupação em colaborar para a construção de uma sociedade mais sustentável se manifesta desde as origens da organização.

A cooperativa participa da sua comunidade além das operações de crédito, identificando assim questões relevantes para a população local. Foi com esse olhar atento que a Unicred Ponto Capital percebeu um problema ecológico nas unidades militares.

Elas acumulavam grandes volumes de fardas, chegando a informar um estoque de 10 toneladas de resíduos têxteis. A falta de uma solução estruturada gerava risco de descarte ou incineração, o que aumenta a poluição e a emissão de gases do efeito estufa.

Simultaneamente a esse cenário, as regiões próximas às unidades militares – como os municípios Santa Maria, Santiago, Cachoeira do Sul e Uruguaiana – enfrentavam altos índices de vulnerabilidade social, especialmente entre mulheres chefes de família, com baixa renda, pouca escolaridade e falta de oportunidades de trabalho.

A economia circular é uma resposta possível para combater os dois problemas, estimulando a inclusão produtiva e a geração de renda sustentável. E foi justamente esse o caminho escolhido pela Unicred Ponto Capital para gerar impacto nas suas comunidades.

Objetivos

Articulado desde 2019, o Projeto Batalhão do Bem surgiu como uma maneira de a Unicred Ponto Capital promover a sustentabilidade ambiental e a inclusão social. Transformar resíduos têxteis militares em novos produtos, capacitar mulheres em situação de vulnerabilidade e fomentar a economia circular são os objetivos fundamentais da iniciativa desde a sua criação.

Dar um novo destino aos resíduos têxteis reduz emissões de gases causadores do efeito estufa, tanto associadas ao descarte quanto à produção de novos tecidos. A indústria têxtil, afinal, é um dos setores que mais polui no planeta. Com base nos resultados obtidos em 2023 e 2024, a meta para este ano é reaproveitar cerca de 2 toneladas de peças.

Mais do que ‘apenas’ reaproveitar materiais e diminuir emissões, a Unicred Ponto Capital desejava criar uma cultura de sustentabilidade em suas comunidades. Promover a educação socioambiental coletiva e capacitar mulheres em situação de vulnerabilidade socioeconômica foram as maneiras encontradas para cumprir esse objetivo.

Uma pretensão é, inclusive, fomentar a formação de uma cooperativa que formalize a entrada dessas mulheres no mercado de trabalho.

Ciente do potencial do Batalhão do Bem, a Unicred Ponto Capital implementou o projeto já considerando possibilidades de expansão. A partir de parcerias e financiamento sustentável é possível fortalecer a iniciativa, construindo uma sede própria em Santa Maria neste ano e criando uma metodologia escalável.

Desenvolvimento

A Unicred Ponto Capital, atuando em conjunto com o Instituto Unicred, estruturou o Batalhão do Bem em fases. O primeiro momento foi de firmar parcerias com unidades militares, garantindo a coleta das fardas descartadas e evitando descarte. O passo seguinte foi estabelecer uma rede de apoio baseada em parcerias com prefeituras, instituições de ensino e o Sescoop/RS, assegurando a capacitação necessária.

Preocupado com pessoas em situação de vulnerabilidade socioeconômica em seu cerne, o Projeto Batalhão do Bem é direcionado majoritariamente a mulheres de 20 a 50 anos, residentes de Santa Maria, Santiago, Cachoeira do Sul e Uruguaiana – cidades gaúchas onde há atuação da cooperativa. Muitas delas são chefes de família com baixa escolaridade e renda.

Além das pessoas diretamente envolvidas na produção, o projeto impacta suas famílias com aumento de renda, fortalecimento comunitário e redistribuição de peças. Também são beneficiados os pequenos produtores, integrados em cadeias produtivas solidárias, as comunidades locais, que recebem doações de vestimentas e produtos, e os parceiros institucionais.

A metodologia de coleta e reaproveitamento dos materiais combina logística reversa, economia circular e inclusão produtiva, transformando resíduos têxteis em novos produtos e fonte de renda. O Batalhão do Bem iniciou suas atividades em 2023, em Santa Maria, e expandiu suas atividades para Santiago, Cachoeira do Sul e Uruguaiana desde 2024. A consolidação prevê, inclusive, a construção de uma sede na cidade onde a iniciativa deu seus primeiros passos.

Para realizar o Batalhão do Bem, a Unicred Ponto Capital utilizou recursos do seu Fundo de Assistência Técnica, Educacional e Social (FATES) e do Instituto Unicred. O Sescoop/RS também cumpre papel fundamental no projeto, aprovando o subsídio de R$ 387 mil por meio de editais do seu Fundo Social.

Parcerias estratégicas com os setores público, privado e cooperativista garantem a doação das fardas, o suporte logístico e a capacitação técnica.

Resultados e impacto

O Batalhão do Bem exemplifica o poder cooperativista de transformar desafios da comunidade em oportunidades integradas. As toneladas de resíduos têxteis militares sem destino se tornaram novos materiais, e a fragilidade socioeconômica das mulheres da região foi atenuada com nova fonte de renda e esperança.

Desde 2023, o projeto reaproveitou mais de 2 toneladas de resíduos têxteis militares e capacitou mais de 100 pessoas, emitindo 80 certificados até 2024 – com previsão de superar 200 certificados até o fim de 2025.

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